La tapa de hoy del GDA, denuncia: "Moreno agredió a un embajador y generó tensiones con Brasil". La autora de la nota, Eleonora Gosman, corresponsal de Clarín en San Pablo, citando como fuente el diario brasilero Valor Económico, habla de "tono agresivo" "desborde" "barreras informales" y ante la falta de fuentes, "según se dijo".
También dice el GDA, alejado ya inexorablemente de cualquier tipo de periodismo creíble: "Itamaraty mantuvo hasta ayer en silencio esta nueva divergencia con el funcionario argentino."
La Embajada de Brasil publicó hoy esta Nota de Esclarecimiento que copiamos a continuación y que puede leerse online aquí, que desmiente absolutamente todos los términos pubicados por Clarín. Como para que no se hable de silencios. ¿Publicarán mañana una desmentida en la tapa?
Nota de esclarecimento
23 de novembro de 2010
Com relação à matéria “Argentina ameaça Brasil com mais protecionismo” publicada na edição de 22.11 do jornal Valor Econômico, a qual deu origem a diferentes matérias publicadas na imprensa argentina no dia de hoje (23.11), a Embaixada do Brasil em Buenos Aires presta os seguintes esclarecimentos.
Atendendo a convite do Ministro de Economia e Finanças Públicas, Licenciado Amado Boudou, o Embaixador do Brasil na República Argentina, Enio Cordeiro, entrevistou-se na tarde do dia 5 de novembro, na sede daquele Ministério, com o Ministro Boudou, que se fez acompanhar pelo Secretário de Comércio Interior, senhor Guillermo Moreno.
O Ministro Boudou manifestou ao Embaixador preocupação com alegadas práticas de dumping comercial por empresas brasileiras no mercado argentino. Especificamente, o Ministro Boudou e o Secretário Moreno anteciparam ao Embaixador a publicação de resolução do Ministério de Indústria pela qual se decidiu a aplicação de direitos antidumping sobre importações de tubos e conexões metálicas procedentes do Brasil e da China. As exportações brasileiras desses produtos para a Argentina somaram, no ano passado, cerca de US$ 8 milhões.
O Embaixador Enio Cordeiro assinalou que, respeitadas as práticas e procedimentos devidos, o Governo brasileiro encara com naturalidade as decisões sobre aplicação de direitos antidumping, que não devem ser dramatizadas numa relação comercial tão intensa como a que têm os dois países. Lembrou que o intercâmbio comercial bilateral estabelecerá um novo “record” neste ano, devendo superar a casa de US$ 32 bilhões, o que contribui à geração de emprego nos dois países. A Argentina compra do Brasil um terço de suas importações totais, e o mercado brasileiro absorve 20% das exportações totais da Argentina, com uma proporção de produtos industrializados duas vezes maior do que a que se verifica nas exportações argentinas para outros mercados. A forte integração produtiva entre as duas economias, especialmente no setor automotivo (o mercado brasileiro importa 9 de cada 10 veículos exportados pela indústria argentina), é ilustrativa de uma relação econômica que interessa aos dois países desenvolver e preservar. A Comissão Bilateral de Monitoramento do Comércio vem tratando normalmente de questões pontuais do intercâmbio, inclusive a troca de informações sobre investigações antidumping.
Em nenhum momento da entrevista houve tratamento descortês. Tampouco houve ameaças de imposição de novas licenças não-automáticas para importações provenientes do Brasil.
Esse assunto não foi tratado na reunião entre os Vice-Chanceleres do Brasil e da Argentina, realizada em Brasília, no dia 9 de novembro. Nessa reunião, os Vice-Chanceleres passaram em revista os múltiplos avanços verificados na implementação de projetos estratégicos de cooperação entre os dois países na área nuclear, espacial, de defesa, saúde, energia, de infra-estrutura e cooperação financeira, entre outras. O Embaixador Enio Cordeiro informou aos Vice-Chanceleres sobre a reunião que manteve dias antes com o Ministro Boudou e o Secretário Moreno. Não houve qualquer queixa por parte do lado brasileiro. Os dois lados coincidiram na importância de tratar com naturalidade eventuais questões pontuais de comércio e salientaram a expectativa de que os próximos encontros presidenciais registrem o avanço positivo que se verifica no comércio bilateral.







Comentarios
Creen que haciendo esto van a lograr que Cristina se caiga, pero mal que les pese a ellos, la presidenta está más fuerte que nunca, porque el pueblo está con ella y con ustedes.
Vamos todos con Cristina 2011
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